terça-feira, 19 de julho de 2011

Citar a fonte é fundamental!

 

INDIFERENÇA

Adria Norma Riedo

Indiferença é ignorar,
É o desinteressar
Por algo ou alguém
Que não merece nosso vintém.

Indiferença é apatia
A quem só recebe nossa ironia.
Similar a ato de negligência
A quem não valoriza nossa existência.

Indiferença sensível
Aos insensíveis de alma
Aos desprovidos de vida
De mente sofrível
De nenhuma calma
De referência aturdida.

Indiferença consciente
Ao que se passa por inconsciente.
Indiferença, prato frio,
Que sustenta sob calafrio
O ser imoral
Que nada tem de imortal.

Indiferença pretensa
Tanto faz, tanto fez
Que causa minha acidez
Decorrente de sua insensatez.

Indiferença...
Descrença, desavença, tensa...
Eis a questão:
Compensa ou recompensa?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O valioso tempo dos maduros

 
Mário de Andrade

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E, para mim, basta o essencial!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Tocando em frente...

 


Em tempos do Livro OBJETOS & MEMÓRIAS


Adria Norma Riedo

Acredito que o termo "terceira idade" é para "mascarar" a velhice, é para tentar disfarçar que o tempo passa. Tempo esse que passa pra mim, pra você, pra eles, pra nós, pra todos.
 
Infelizmente, algumas pessoas sentem vergonha de envelhecer. Eu vejo esse processo como a soma dos anos em nossas costas transformada numa bela produção, seja como pessoa, em família, no trabalho, na vida de forma geral.
 
Envelhecer não é crime, não é um lapso.
 
Envelhecer é prosseguir, é amadurecer, é angariar conhecimento de tal forma que depende de nós se nos tornamos uma enciclopédia ou uma folha de rascunho.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Todo guerreiro da luz...

Paulo Coelho

Todo guerreiro da luz já ficou com medo de entrar em combate.
Todo guerreiro da luz já traiu e mentiu no passado.
Todo guerreiro da luz já perdeu a fé no futuro.
Todo guerreiro da luz já trilhou um caminho que não era o dele.
Todo guerreiro da luz já sofreu por coisas sem importância.
Todo guerreiro da luz já achou que não era guerreiro da luz.
Todo guerreiro da luz já falhou em suas obrigações espirituais.
Todo guerreiro da luz já disse sim quando queria dizer não.
Todo guerreiro da luz já feriu alguém que amava.
Por isso é um guerreiro da luz;
porque passou por tudo isso,
e não perdeu a esperança de ser melhor do que era.

O tempo...

Adria Norma Riedo

O tempo passa rápido. O tempo é cruel: ou você acontece ou não acontece! Nada de meios termos... portanto, arrependimentos, aqui, não cabem! Arrependimento é pra quem perdoa... e o tempo não perdoa absolutamente nada e ninguém!

Para o tempo não há preferidos!

Cabe a nós, seres humanos, ter o tempo como nosso "preferido" e com a plena consciência de que não seremos correspondidos, e sim, atendidos, de acordo com nosso merecimento.

Para o tempo, temos que merecê-lo! E, para isso, temos que entendê-lo, respeitá-lo e, humilde e sabiamente, aceitá-lo.

Coração nas mãos

 
Dispenso banalidades, futilidades, incredibilidades, falsidades, promiscuidades, desigualdades, animosidades, brutalidades, maldades. Nada disso me acrescenta. Nada disso me pertence. Tudo isso só me mostra nossa total incompatibilidade.
Adria Norma Riedo

Sinto muito, mas não tem como contar com a minha opinião sobre a vida alheia. Só sobre a minha vida. Afinal, convivo comigo 24 horas ao dia, durante 7 dias por semana... com mais ninguém... Então, impossível julgar pessoas e fatos que não conheço, que não compartilho, a não ser sobre eu mesma.
(Adria Norma Riedo)

Não sejamos egoístas supondo que nossos problemas são maiores que o dos outros. O mundo está tão "louco", as horas passam de forma tão rápida, que sequer temos noção do como, do quanto e do porque a nossa vida e a dos nossos semelhantes pode mudar tanto de uma hora para outra. Cuidemos de nós mesmos para, daí, podermos ajudar aos outros. É uma atitude necessária, primordial!!! Pensemos nisso e não julguemos quem quer que seja. Afinal, o que sabemos?! Nada.
(Adria Norma Riedo)

Quando fiz a Faculdade de Relações Públicas, aprendi os 4 P's do Marketing: Produto - Preço - Promoção - Praça (Ponto de venda). Agora, na Faculdade da Vida, por meio da Disciplina Mãe de Adolescente, estou em pleno aprendizado teórico e prático dos outros 4 P's: Provação - Paciência - Persistência - Prudência!
(Adria Norma Riedo)

Precisamos de sorte? Sim. Só que a sorte precisa da coragem que, por sua vez, precisa da oportunidade, que precisa da atitude!
(Adria Norma Riedo)

Para mim, escrever é o momento em que coloco meu coração nas mãos.
(Adria Norma Riedo)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Palestra ATENDENDO E ENCANTANDO OS CLIENTES - Inscrições Abertas!

 
A Palestra ATENDENDO E ENCANTANDO OS CLIENTES, com Egnaldo Paulino - Mestre em Ciência da Informação em Gestão de Negócios, Consultor, Palestrante e Professor da Área de Gestão Empresarial - acontece em 1º de setembro de 2011 (5ª-feira) das 20:00 às 22:00 horas, na sede do LIONS Clube de Sumaré, em Sumaré, SP.

TREINAMENTO COM CERTIFICADO! INSCRIÇÕES LIMITADAS!

Reservas/Inscrições:
  • (19) 3012 7798 ou (19) 9180 9306, com Fábio
  • (19) 3306 8840 ou (19) 7808 0656 - ID 55*89*17830, com Adria.
Dúvidas e/ou informações adicionais pelo adriariedo@gmail.com.

Para consultas ref.:
Organização e realização: AFB Treinamentos e Adria Riedo Comunicação.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Palestra "Atendendo e Encantando os Clientes" - 01/09/2011- Sumaré/SP

 

A Palestra ATENDENDO E ENCANTANDO OS CLIENTES, com Egnaldo Paulino - Mestre em Ciência da Informação em Gestão de Negócios, Consultor, Palestrante e Professor da Área de Gestão Empresarial - acontece em 01 de setembro de 2011 (5ª-feira) das 20:00 às 22:00 horas, na sede do LIONS Clube de Sumaré, localizada na Av. da Saudade nº 420, Bairro Planalto do Sol, em Sumaré, SP.

TREINAMENTO COM CERTIFICADO! INSCRIÇÕES LIMITADAS!

Interesse, inscrições, dúvidas, enviem e-mail para adriariedo@gmail.com.

Para consultas referentes:
Organização e realização: AFB Treinamentos e Adria Riedo Comunicação.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Em Sumaré/SP: "Atendendo e Encantando os Clientes"

 
Palestra Atendendo e Encantando os Clientes, com Egnaldo Paulino - Mestre em Ciência da Informação em Gestão de Negócios, Consultor, Palestrante e Professor da Área de Gestão Empresarial.

Organização e realização: AFB Treinamentos e Adria Riedo Comunicação.

Breve, mais informações! Aguardem!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

ENTRE O VERÃO E O INVERNO

Uma conversa jogada ao vento no outono de 2011

Dueto: Teresa Cordioli & Adria Norma Riedo

Teresa e eu: rimos das alegrias e das tristezas!

Hoje, Sumaré mudou de lugar e de cor...
O vento a levou para mais longe
tingindo-a de vermelho-poeira.
Em seguida, fez um teste
para ver se tinha ficado fluorescente...
Apagou-se as luzes por horas...
E nada brilhou...
Sem brilho, todos resolveram se aquecer.
Encerrando expedientes
ou no acolhimento dos lares,
pessoas discorriam com seus semelhantes
que clima era aquele que se apresentava,
repentino,
em pleno outono tropical...
Era a visão do bem ou do mal?
Sensação de aconchego maternal...
Estranho, eu digo, em uma pequena viagem...
Tenebroso!...
Até o carro balançava na pista.
Tamanha ventania...
Não se enxergava direito
de tanta poeira no ar...
No céu, um vermelhidão,
nuvens de poeira...
De ranger os dentes
e causar tijolinho no nariz...
Tijolinho no nariz
ao sorriso de aprendiz!
Aprendiz da vida,
do belo,
do que quero,
do tempo,
do vento,
da chuva que não faz curva,
do céu divino
mesmo quando sinistro,
do nada
que se torna tudo,
do tudo
que torna mundo!
Mundo escuro,
estranho,
onde nada
se tornou tudo
e o tudo
amedrontou...
Estendendo o apagar das luzes...
E na escuridão do dia,
tijolos trancavam as lágrimas que,
tímidas,
insistiam correr pela face...
Mas, na escola da vida,
tudo se aprende.
Aprende-se até
que um temporal,
de repente,
faz parte do outono presente...
Outono presente ou
inverno futuro?
E ainda por vir primavera e verão...
As estações se embaralham
e transtornam
seres vivos que delas dependem.
E o homem?
O maior causador
dessa tamanha confusão...
Imperdoável desatenção!
A tarde virou noite.
A noite se tornou breu.
O breu trouxe o frio.
O frio gerou calafrio...
O sol já bate à porta,
e levará,
para longe,
o escuro da noite.
Surgirá a luz
como dona do dia...
E novo brilho se dará às flores,
como se fosse primavera,
abrirá portas aos sabiás e beija-flores...
Que trarão consigo
borboletas coloridas
que nasceram na última estação.
O vento forte
nada mais é
do que a despedida do outono,
que chora
como chorou o Fenômeno...
E nós,
de pé,
aplaudimos,
em agradecimento à natureza que nos dá frutos,
como alegrias de quem hoje se despediu sem vaidades...
Sem, na verdade,
se despedir,
sem partir...
Como quem se despede
e cumprimenta aos seus
dizendo que nunca irá...
Afinal,
o ir pode ser o vir.
E o vir é bem-vindo,
é querido,
é amado,
é acolhido!
Quem se despede e diz que nunca irá
é porque ainda tem amor de sobra para doar...
Quando abraça o amigo,
se despedindo,
e ouve uma voz amiga dizendo:
- Seja bem-vindo!
... Entende-se:
- Convite para ficar!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Redescobrir, reinventar, renascer

 
Adria Norma Riedo

Encontro-me num período de redescoberta. Isso mesmo: redescoberta de mim mesma. De entender meu conteúdo, de compreender, de interpretar o que se passa aqui dentro.

Não é crise de meia idade, haja vista que não sei se minha vida apenas começou, se está na metade ou no fim. No fim, acredito que não, porque tenho tanto a aprender, tanto a descobrir, tanto a ensinar, tanto a contribuir, tanto a atingir, tanto a cumprir. E não sou de pensar e de, muito menos, esperar esse tipo de “fim”.

É um momento que se assemelha a uma depressão, mas não é!

Considero uma fase de introspecção, onde necessito me reencontrar – dentre tantas outras que já aconteceram em etapas diferentes desta jornada – para angariar forças. É uma reinvenção.

Reinvenção fundamental para novas trilhas e novas conquistas.

Conquistas primordiais para que a vida receba aquela recarga interior, onde tudo o que eu fizer de bom, de produtivo, resplandeça a mim e aos que me cercam, aqui se estabelecendo definitivamente.

Recarga de fé e de amor próprio.

Amor necessário para que tudo tenha um viço, um porque, uma causa positiva e consequências melhores ainda.

Tenho plena consciência de que para que tudo mude, eu tenho que mudar. Essa mudança começa aqui, comigo, totalmente internalizada. E é onde pega! Como mudar, na prática, se a grande maioria se beneficia com você da forma que é? E eis a outra pergunta que não quer calar: a grande maioria tem se favorecido, e você, ou seja, e eu?

Nesta passagem, precisamos do dinheiro para viver e sobreviver, para cumprir com nossos compromissos, para ter uma vida digna. Aqui, nada é de graça. Necessitamos de inteligência e bom senso para definir escolhas, superar obstáculos, assumir erros, comemorar vitórias. Mas como ter tudo isso de forma honesta, com vergonha na cara, com o devido reconhecimento, sem tirar nada de ninguém e sem implorar o que lhe é devido?

Por toda a minha existência, fui educada de forma a acreditar – e continuo acreditando – que o conhecimento angariado no decorrer da caminhada é seu maior tesouro, que é um bem que ninguém lhe tira. Também ouço frequentemente, modéstia à parte, que não conheço ou não aproveito o “poder” que tenho. Se uma pessoa lhe diz isso, é duvidoso... Entretanto, a sabedoria diz que quando são várias lhe alertando, aí tem, e está na hora de uma parada estratégica, a fim de profundas reflexões e mudanças efetivas de atitudes.

E confesso: estou cansada de perdas! Definitivamente, cansei de perder o que foi construído pelos meus avós, em seguida pelos meus pais, depois em uma relação de anos – e já me condenei demais por ter me permitido a isso – e outras e mais outras situações que não vem ao caso pormenorizá-las. Enfim, cansei! Quero e preciso virar essas páginas! É questão de merecimento! Se eu não me der esse direito, ninguém o dará!

Não sou de me lamentar. Tanto que descobri que o que me impede de prosseguir é, além do medo, o orgulho.

O medo, se bem dosado, faz bem, por uma questão de equilíbrio, de cautela. Em demasia, se torna uma trava, um grilhão, um peso insuportável.

O orgulho, em excesso, como tudo, afasta, repudia. Parece ascender, porém descende. E esse tem sido um defeito que tem me atrapalhado consideravelmente. Tenho que lidar com ele e reverter a realidade. Não quero que isso me pertença mais. Ao menos, da forma e na intensidade que tem se apresentado. Aqui, falta um equilíbrio.

Concluindo, tudo isso parece perda de tempo. Garanto que não é, não!

Afinal, todo renascimento é sinal de novos tempos, é começo – ou recomeço –, é um continuar de forma diferente – e, de preferência, melhor –, é um ressurgir, é um resgate intenso, é um resplandecer tal como o cheiro de orvalho, tal como o brilho do sol, tal como a luz da lua cheia, tal como a criança saudável que nos brinda intensamente quando chega a este mundo! E tem um sabor de vida inexplicável, que nos surpreende das formas mais inesperadas possíveis!

E é isso o que eu quero: uma nova mulher – intensa como sempre –, mas um ser humano renovado para mim e para vocês! E assim será! Estou certa disto!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ser Chique - Sempre

 
Glória Kalil

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.

Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro italiano.

O que faz uma pessoa chique não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando essas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.

Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

Chique mesmo é parar na faixa e dar passagem ao pedestre e evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.

Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A consciência de sua missão

  
Roberto Shinyashiki
 
Frequentemente, eu me pergunto: "O que cada um de nós está fazendo neste planeta?"

Se a vida for somente tentar aproveitar o máximo possível as horas e os minutos, esse filme é bobo. Tenho certeza de que existe um sentido melhor em tudo o que vivemos.
 
Para mim, nossa vinda ao planeta Terra tem, basicamente, dois motivos: evoluir espiritualmente e aprender a amar melhor. Todos os nossos bens, na verdade, não são nossos. Somos apenas as nossas almas. E devemos aproveitar todas as oportunidades que a vida nos dá para nos aprimorarmos como pessoas.

Portanto, lembre-se sempre que os seus fracassos são sempre os melhores professores e que é nos momentos difíceis que as pessoas precisam encontrar uma razão maior para continuar em frente. As nossas ações, especialmente quando temos de nos superar, fazem de nós pessoas melhores.

A nossa capacidade de resistir às tentações, aos desânimos, para continuar o caminho, é que nos torna pessoas especiais.

Ninguém veio a esta vida com a missão de juntar dinheiro e comer do bom e do melhor. Ganhar dinheiro e alimentar-se bem fazem parte da vida, mas não podem ser a razão de viver. Tenho certeza de que pessoas como Martin Luther King, Mahatma Ghandi, Nelson Mandela, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Betinho e tantas outras anônimas, que lutaram e lutam para melhorar a vida dos mais fracos e dos mais pobres, não estavam motivadas pela idéia de ganhar dinheiro.

O que move, então, essas pessoas generosas a trabalhar diariamente, sem jamais desistir?

A resposta é uma só: a consciência de sua missão nesta vida.

Quando você tem a consciência de que, através do seu trabalho, está realizando sua missão, você desenvolve uma força extra, capaz de levá-lo ao cume da montanha mais alta do planeta.

Infelizmente, muita gente se perde nesta viagem e distorce o sentido de sua existência, pensando que acumular bens materiais é o objetivo da vida. E, quando chega no final do caminho, percebe que o caixão não tem gavetas e que só vai poder levar daqui o bem que fez às pessoas.

Se você tem estado angustiado sem motivo aparente, está aí um aviso para parar e refletir sobre o seu estilo de vida.

Escute a sua alma: ela tem a orientação sobre qual caminho seguir. Tudo na vida é um convite para o avanço e a conquista de valores, na harmonia e na glória do bem.

Molas x Lama


 
Com todas as dificuldades na vida, meu chão eu fiz de mola.
Posso cair todos os dias,
mas o resultado da minha queda é o impulso!"
(Fernanda Gaona)

E complemento:
Todos nos deparamos, um dia ou outro, com o poço.
Cabe somente a nós decidir se o fundo desse poço
tem lama ou molas.
Se você opta pela lama, já sabe: lá fica atolado.
Se, pelas molas, é bater no fundo e ter o impulso para se reerguer!
Enfim, é o livre arbítrio!
Cada um sabe o que é melhor para si!
Confesso que os meus poços sempre tiveram molas...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O contrário do amor

  
Martha Medeiros

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Um tanto de Mário Quintana

  
"A indiferença é a maneira mais polida de desprezar alguém."
(Mário Quintana)

"Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação."
(Mário Quintana)

"O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente."
(Mário Quintana)

"Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça..."
(Mário Quintana)

"A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer."
(Mário Quintana)

"Não me ajeito com os padres, os críticos e os canudinhos de refresco: não há nada que substitua o sabor da comunicação direta."
(Mário Quintana)

"Só se deve beber por gosto: beber por desgosto é uma cretinice."
(Mário Quintana)

"Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente... e não a gente a ele!"
(Mário Quintana)

"Dupla delícia. O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado."
(Mário Quintana)

"Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem."
(Mário Quintana)

"Esta vida é uma estranha hospedaria,
De onde se parte quase sempre às tontas,
Pois nunca as nossas malas estão prontas,
E a nossa conta nunca está em dia."
(Mário Quintana)

Confissão

  Mário Quintana

Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Sentir-se amado

 
Martha Medeiros

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue, nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.