quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Sinais que "falam"

Adria Norma Riedo

   
Uma das características positivas da maturidade é que passamos, com o tempo, a prever determinadas situações, sentimentos e até mesmo relacionamentos diante de certos olhares, entorces de boca, mínimos gestos, falas, escritas. São inúmeros sinais que uma ex-ingenuidade nos impedia de ver e crer. Nem precisamos prestar muita atenção, porque sutis formas de expressão passam a ser escancaradas. É só não duvidar de absolutamente nada...

Isso é sinônimo de que? Pode receber algumas denominações, tais como cautela, esperteza, malícia, proteção, blindagem, vacina. E, porque não afirmar que integra nossa aprendizagem, sabedoria, auto estima, bom senso, equilíbrio...

Acautelar-se é preciso! Afinal, há sinais que "falam"!

domingo, 31 de julho de 2011

VOCÊ

Adria Norma Riedo
 
Leonardo Riedo Garcia.
Nascido em 31/07/1996, às 17:47 h,
na Casa de Saúde de Campinas
    
VOCÊ é meu melhor e maior presente.
VOCÊ é meu norte.
VOCÊ é vida da minha vida.
VOCÊ é sonho a que me proponho.

VOCÊ é meu adolescente.
VOCÊ é meu forte, minha sorte.
VOCÊ é minha medida remexida.
VOCÊ é tudo a que me predisponho.

Amor de sempre e pra sempre,
Orgulho que me absorve.
Maternidade divina,
Filiação querida, bendita,
Parceria composta, predisposta,
Cumplicidade que nos move...
VOCÊ... meu bem querer...
Meu tudo a vencer,
Meu todo poder,
Enlouquecer, compreender, surpreender,
Comprometer, conviver, crescer,
Enriquecer, estremecer, envolver...
VOCÊ... nascer, aprender, comover...
VOCÊ!
 
Há 15 anos e 40 semanas estamos juntos...
FELIZ ANIVERSÁRIO, Filho! PARABÉNS, Leonardo!
Que você tenha uma VIDA LONGA, PLENA de saúde, fé, amor, conquistas, alegrias! Deus o proteja, o abençoe sempre!!!
EU TE AMO POR TODAS AS VIDAS!!!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Empurre a sua rocha

 
Yehuda Berg

Havia certa vez um homem que tinha um enorme desejo de agradar a Deus. Então ele rezou dia e noite até que um dia uma Voz lhe disse: “Quero que você vá e empurre uma grande rocha.”

O homem acordou na manhã seguinte muito animado e saiu em busca de uma grande rocha. Ele começou a empurrá-la mas nada aconteceu, e assim ele passou o dia todo tentando.

No dia seguinte ele fez a mesma coisa, mas a rocha não se mexeu nem um milímetro. Ele continuou a tentar durante os três meses seguintes, até que um dia ele ficou tão frustrado que parou de empurrar.

Naquela noite ele teve um sonho onde a Voz lhe perguntava: “Por que você parou de empurrar?” E ele respondeu: “Não aconteceu nada.”

“Não aconteceu nada? Olhe para você! Veja como você se tornou determinado e focado. Veja como seus músculos estão poderosos agora. Você não é mais a pessoa que era quando começou. Além disso, eu não lhe disse para fazer a rocha se mexer. Eu lhe disse para empurrá-la. Eu vou fazer a rocha se mexer quando for a hora.”

Continue a empurrar a sua rocha. Ela irá se mexer na hora certa, no momento perfeito, quando você menos esperar. E coisas incríveis estão acontecendo, mesmo que você ainda não esteja percebendo.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Citar a fonte é fundamental!

 

INDIFERENÇA

Adria Norma Riedo

Indiferença é ignorar,
É o desinteressar
Por algo ou alguém
Que não merece nosso vintém.

Indiferença é apatia
A quem só recebe nossa ironia.
Similar a ato de negligência
A quem não valoriza nossa existência.

Indiferença sensível
Aos insensíveis de alma
Aos desprovidos de vida
De mente sofrível
De nenhuma calma
De referência aturdida.

Indiferença consciente
Ao que se passa por inconsciente.
Indiferença, prato frio,
Que sustenta sob calafrio
O ser imoral
Que nada tem de imortal.

Indiferença pretensa
Tanto faz, tanto fez
Que causa minha acidez
Decorrente de sua insensatez.

Indiferença...
Descrença, desavença, tensa...
Eis a questão:
Compensa ou recompensa?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O valioso tempo dos maduros

 
Mário de Andrade

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E, para mim, basta o essencial!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Tocando em frente...

 


Em tempos do Livro OBJETOS & MEMÓRIAS


Adria Norma Riedo

Acredito que o termo "terceira idade" é para "mascarar" a velhice, é para tentar disfarçar que o tempo passa. Tempo esse que passa pra mim, pra você, pra eles, pra nós, pra todos.
 
Infelizmente, algumas pessoas sentem vergonha de envelhecer. Eu vejo esse processo como a soma dos anos em nossas costas transformada numa bela produção, seja como pessoa, em família, no trabalho, na vida de forma geral.
 
Envelhecer não é crime, não é um lapso.
 
Envelhecer é prosseguir, é amadurecer, é angariar conhecimento de tal forma que depende de nós se nos tornamos uma enciclopédia ou uma folha de rascunho.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Todo guerreiro da luz...

Paulo Coelho

Todo guerreiro da luz já ficou com medo de entrar em combate.
Todo guerreiro da luz já traiu e mentiu no passado.
Todo guerreiro da luz já perdeu a fé no futuro.
Todo guerreiro da luz já trilhou um caminho que não era o dele.
Todo guerreiro da luz já sofreu por coisas sem importância.
Todo guerreiro da luz já achou que não era guerreiro da luz.
Todo guerreiro da luz já falhou em suas obrigações espirituais.
Todo guerreiro da luz já disse sim quando queria dizer não.
Todo guerreiro da luz já feriu alguém que amava.
Por isso é um guerreiro da luz;
porque passou por tudo isso,
e não perdeu a esperança de ser melhor do que era.

O tempo...

Adria Norma Riedo

O tempo passa rápido. O tempo é cruel: ou você acontece ou não acontece! Nada de meios termos... portanto, arrependimentos, aqui, não cabem! Arrependimento é pra quem perdoa... e o tempo não perdoa absolutamente nada e ninguém!

Para o tempo não há preferidos!

Cabe a nós, seres humanos, ter o tempo como nosso "preferido" e com a plena consciência de que não seremos correspondidos, e sim, atendidos, de acordo com nosso merecimento.

Para o tempo, temos que merecê-lo! E, para isso, temos que entendê-lo, respeitá-lo e, humilde e sabiamente, aceitá-lo.

Coração nas mãos

 
Dispenso banalidades, futilidades, incredibilidades, falsidades, promiscuidades, desigualdades, animosidades, brutalidades, maldades. Nada disso me acrescenta. Nada disso me pertence. Tudo isso só me mostra nossa total incompatibilidade.
Adria Norma Riedo

Sinto muito, mas não tem como contar com a minha opinião sobre a vida alheia. Só sobre a minha vida. Afinal, convivo comigo 24 horas ao dia, durante 7 dias por semana... com mais ninguém... Então, impossível julgar pessoas e fatos que não conheço, que não compartilho, a não ser sobre eu mesma.
(Adria Norma Riedo)

Não sejamos egoístas supondo que nossos problemas são maiores que o dos outros. O mundo está tão "louco", as horas passam de forma tão rápida, que sequer temos noção do como, do quanto e do porque a nossa vida e a dos nossos semelhantes pode mudar tanto de uma hora para outra. Cuidemos de nós mesmos para, daí, podermos ajudar aos outros. É uma atitude necessária, primordial!!! Pensemos nisso e não julguemos quem quer que seja. Afinal, o que sabemos?! Nada.
(Adria Norma Riedo)

Quando fiz a Faculdade de Relações Públicas, aprendi os 4 P's do Marketing: Produto - Preço - Promoção - Praça (Ponto de venda). Agora, na Faculdade da Vida, por meio da Disciplina Mãe de Adolescente, estou em pleno aprendizado teórico e prático dos outros 4 P's: Provação - Paciência - Persistência - Prudência!
(Adria Norma Riedo)

Precisamos de sorte? Sim. Só que a sorte precisa da coragem que, por sua vez, precisa da oportunidade, que precisa da atitude!
(Adria Norma Riedo)

Para mim, escrever é o momento em que coloco meu coração nas mãos.
(Adria Norma Riedo)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Palestra ATENDENDO E ENCANTANDO OS CLIENTES - Inscrições Abertas!

 
A Palestra ATENDENDO E ENCANTANDO OS CLIENTES, com Egnaldo Paulino - Mestre em Ciência da Informação em Gestão de Negócios, Consultor, Palestrante e Professor da Área de Gestão Empresarial - acontece em 1º de setembro de 2011 (5ª-feira) das 20:00 às 22:00 horas, na sede do LIONS Clube de Sumaré, em Sumaré, SP.

TREINAMENTO COM CERTIFICADO! INSCRIÇÕES LIMITADAS!

Reservas/Inscrições:
  • (19) 3012 7798 ou (19) 9180 9306, com Fábio
  • (19) 3306 8840 ou (19) 7808 0656 - ID 55*89*17830, com Adria.
Dúvidas e/ou informações adicionais pelo adriariedo@gmail.com.

Para consultas ref.:
Organização e realização: AFB Treinamentos e Adria Riedo Comunicação.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Palestra "Atendendo e Encantando os Clientes" - 01/09/2011- Sumaré/SP

 

A Palestra ATENDENDO E ENCANTANDO OS CLIENTES, com Egnaldo Paulino - Mestre em Ciência da Informação em Gestão de Negócios, Consultor, Palestrante e Professor da Área de Gestão Empresarial - acontece em 01 de setembro de 2011 (5ª-feira) das 20:00 às 22:00 horas, na sede do LIONS Clube de Sumaré, localizada na Av. da Saudade nº 420, Bairro Planalto do Sol, em Sumaré, SP.

TREINAMENTO COM CERTIFICADO! INSCRIÇÕES LIMITADAS!

Interesse, inscrições, dúvidas, enviem e-mail para adriariedo@gmail.com.

Para consultas referentes:
Organização e realização: AFB Treinamentos e Adria Riedo Comunicação.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Em Sumaré/SP: "Atendendo e Encantando os Clientes"

 
Palestra Atendendo e Encantando os Clientes, com Egnaldo Paulino - Mestre em Ciência da Informação em Gestão de Negócios, Consultor, Palestrante e Professor da Área de Gestão Empresarial.

Organização e realização: AFB Treinamentos e Adria Riedo Comunicação.

Breve, mais informações! Aguardem!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

ENTRE O VERÃO E O INVERNO

Uma conversa jogada ao vento no outono de 2011

Dueto: Teresa Cordioli & Adria Norma Riedo

Teresa e eu: rimos das alegrias e das tristezas!

Hoje, Sumaré mudou de lugar e de cor...
O vento a levou para mais longe
tingindo-a de vermelho-poeira.
Em seguida, fez um teste
para ver se tinha ficado fluorescente...
Apagou-se as luzes por horas...
E nada brilhou...
Sem brilho, todos resolveram se aquecer.
Encerrando expedientes
ou no acolhimento dos lares,
pessoas discorriam com seus semelhantes
que clima era aquele que se apresentava,
repentino,
em pleno outono tropical...
Era a visão do bem ou do mal?
Sensação de aconchego maternal...
Estranho, eu digo, em uma pequena viagem...
Tenebroso!...
Até o carro balançava na pista.
Tamanha ventania...
Não se enxergava direito
de tanta poeira no ar...
No céu, um vermelhidão,
nuvens de poeira...
De ranger os dentes
e causar tijolinho no nariz...
Tijolinho no nariz
ao sorriso de aprendiz!
Aprendiz da vida,
do belo,
do que quero,
do tempo,
do vento,
da chuva que não faz curva,
do céu divino
mesmo quando sinistro,
do nada
que se torna tudo,
do tudo
que torna mundo!
Mundo escuro,
estranho,
onde nada
se tornou tudo
e o tudo
amedrontou...
Estendendo o apagar das luzes...
E na escuridão do dia,
tijolos trancavam as lágrimas que,
tímidas,
insistiam correr pela face...
Mas, na escola da vida,
tudo se aprende.
Aprende-se até
que um temporal,
de repente,
faz parte do outono presente...
Outono presente ou
inverno futuro?
E ainda por vir primavera e verão...
As estações se embaralham
e transtornam
seres vivos que delas dependem.
E o homem?
O maior causador
dessa tamanha confusão...
Imperdoável desatenção!
A tarde virou noite.
A noite se tornou breu.
O breu trouxe o frio.
O frio gerou calafrio...
O sol já bate à porta,
e levará,
para longe,
o escuro da noite.
Surgirá a luz
como dona do dia...
E novo brilho se dará às flores,
como se fosse primavera,
abrirá portas aos sabiás e beija-flores...
Que trarão consigo
borboletas coloridas
que nasceram na última estação.
O vento forte
nada mais é
do que a despedida do outono,
que chora
como chorou o Fenômeno...
E nós,
de pé,
aplaudimos,
em agradecimento à natureza que nos dá frutos,
como alegrias de quem hoje se despediu sem vaidades...
Sem, na verdade,
se despedir,
sem partir...
Como quem se despede
e cumprimenta aos seus
dizendo que nunca irá...
Afinal,
o ir pode ser o vir.
E o vir é bem-vindo,
é querido,
é amado,
é acolhido!
Quem se despede e diz que nunca irá
é porque ainda tem amor de sobra para doar...
Quando abraça o amigo,
se despedindo,
e ouve uma voz amiga dizendo:
- Seja bem-vindo!
... Entende-se:
- Convite para ficar!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Redescobrir, reinventar, renascer

 
Adria Norma Riedo

Encontro-me num período de redescoberta. Isso mesmo: redescoberta de mim mesma. De entender meu conteúdo, de compreender, de interpretar o que se passa aqui dentro.

Não é crise de meia idade, haja vista que não sei se minha vida apenas começou, se está na metade ou no fim. No fim, acredito que não, porque tenho tanto a aprender, tanto a descobrir, tanto a ensinar, tanto a contribuir, tanto a atingir, tanto a cumprir. E não sou de pensar e de, muito menos, esperar esse tipo de “fim”.

É um momento que se assemelha a uma depressão, mas não é!

Considero uma fase de introspecção, onde necessito me reencontrar – dentre tantas outras que já aconteceram em etapas diferentes desta jornada – para angariar forças. É uma reinvenção.

Reinvenção fundamental para novas trilhas e novas conquistas.

Conquistas primordiais para que a vida receba aquela recarga interior, onde tudo o que eu fizer de bom, de produtivo, resplandeça a mim e aos que me cercam, aqui se estabelecendo definitivamente.

Recarga de fé e de amor próprio.

Amor necessário para que tudo tenha um viço, um porque, uma causa positiva e consequências melhores ainda.

Tenho plena consciência de que para que tudo mude, eu tenho que mudar. Essa mudança começa aqui, comigo, totalmente internalizada. E é onde pega! Como mudar, na prática, se a grande maioria se beneficia com você da forma que é? E eis a outra pergunta que não quer calar: a grande maioria tem se favorecido, e você, ou seja, e eu?

Nesta passagem, precisamos do dinheiro para viver e sobreviver, para cumprir com nossos compromissos, para ter uma vida digna. Aqui, nada é de graça. Necessitamos de inteligência e bom senso para definir escolhas, superar obstáculos, assumir erros, comemorar vitórias. Mas como ter tudo isso de forma honesta, com vergonha na cara, com o devido reconhecimento, sem tirar nada de ninguém e sem implorar o que lhe é devido?

Por toda a minha existência, fui educada de forma a acreditar – e continuo acreditando – que o conhecimento angariado no decorrer da caminhada é seu maior tesouro, que é um bem que ninguém lhe tira. Também ouço frequentemente, modéstia à parte, que não conheço ou não aproveito o “poder” que tenho. Se uma pessoa lhe diz isso, é duvidoso... Entretanto, a sabedoria diz que quando são várias lhe alertando, aí tem, e está na hora de uma parada estratégica, a fim de profundas reflexões e mudanças efetivas de atitudes.

E confesso: estou cansada de perdas! Definitivamente, cansei de perder o que foi construído pelos meus avós, em seguida pelos meus pais, depois em uma relação de anos – e já me condenei demais por ter me permitido a isso – e outras e mais outras situações que não vem ao caso pormenorizá-las. Enfim, cansei! Quero e preciso virar essas páginas! É questão de merecimento! Se eu não me der esse direito, ninguém o dará!

Não sou de me lamentar. Tanto que descobri que o que me impede de prosseguir é, além do medo, o orgulho.

O medo, se bem dosado, faz bem, por uma questão de equilíbrio, de cautela. Em demasia, se torna uma trava, um grilhão, um peso insuportável.

O orgulho, em excesso, como tudo, afasta, repudia. Parece ascender, porém descende. E esse tem sido um defeito que tem me atrapalhado consideravelmente. Tenho que lidar com ele e reverter a realidade. Não quero que isso me pertença mais. Ao menos, da forma e na intensidade que tem se apresentado. Aqui, falta um equilíbrio.

Concluindo, tudo isso parece perda de tempo. Garanto que não é, não!

Afinal, todo renascimento é sinal de novos tempos, é começo – ou recomeço –, é um continuar de forma diferente – e, de preferência, melhor –, é um ressurgir, é um resgate intenso, é um resplandecer tal como o cheiro de orvalho, tal como o brilho do sol, tal como a luz da lua cheia, tal como a criança saudável que nos brinda intensamente quando chega a este mundo! E tem um sabor de vida inexplicável, que nos surpreende das formas mais inesperadas possíveis!

E é isso o que eu quero: uma nova mulher – intensa como sempre –, mas um ser humano renovado para mim e para vocês! E assim será! Estou certa disto!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ser Chique - Sempre

 
Glória Kalil

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.

Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro italiano.

O que faz uma pessoa chique não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando essas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.

Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

Chique mesmo é parar na faixa e dar passagem ao pedestre e evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.

Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A consciência de sua missão

  
Roberto Shinyashiki
 
Frequentemente, eu me pergunto: "O que cada um de nós está fazendo neste planeta?"

Se a vida for somente tentar aproveitar o máximo possível as horas e os minutos, esse filme é bobo. Tenho certeza de que existe um sentido melhor em tudo o que vivemos.
 
Para mim, nossa vinda ao planeta Terra tem, basicamente, dois motivos: evoluir espiritualmente e aprender a amar melhor. Todos os nossos bens, na verdade, não são nossos. Somos apenas as nossas almas. E devemos aproveitar todas as oportunidades que a vida nos dá para nos aprimorarmos como pessoas.

Portanto, lembre-se sempre que os seus fracassos são sempre os melhores professores e que é nos momentos difíceis que as pessoas precisam encontrar uma razão maior para continuar em frente. As nossas ações, especialmente quando temos de nos superar, fazem de nós pessoas melhores.

A nossa capacidade de resistir às tentações, aos desânimos, para continuar o caminho, é que nos torna pessoas especiais.

Ninguém veio a esta vida com a missão de juntar dinheiro e comer do bom e do melhor. Ganhar dinheiro e alimentar-se bem fazem parte da vida, mas não podem ser a razão de viver. Tenho certeza de que pessoas como Martin Luther King, Mahatma Ghandi, Nelson Mandela, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Betinho e tantas outras anônimas, que lutaram e lutam para melhorar a vida dos mais fracos e dos mais pobres, não estavam motivadas pela idéia de ganhar dinheiro.

O que move, então, essas pessoas generosas a trabalhar diariamente, sem jamais desistir?

A resposta é uma só: a consciência de sua missão nesta vida.

Quando você tem a consciência de que, através do seu trabalho, está realizando sua missão, você desenvolve uma força extra, capaz de levá-lo ao cume da montanha mais alta do planeta.

Infelizmente, muita gente se perde nesta viagem e distorce o sentido de sua existência, pensando que acumular bens materiais é o objetivo da vida. E, quando chega no final do caminho, percebe que o caixão não tem gavetas e que só vai poder levar daqui o bem que fez às pessoas.

Se você tem estado angustiado sem motivo aparente, está aí um aviso para parar e refletir sobre o seu estilo de vida.

Escute a sua alma: ela tem a orientação sobre qual caminho seguir. Tudo na vida é um convite para o avanço e a conquista de valores, na harmonia e na glória do bem.

Molas x Lama


 
Com todas as dificuldades na vida, meu chão eu fiz de mola.
Posso cair todos os dias,
mas o resultado da minha queda é o impulso!"
(Fernanda Gaona)

E complemento:
Todos nos deparamos, um dia ou outro, com o poço.
Cabe somente a nós decidir se o fundo desse poço
tem lama ou molas.
Se você opta pela lama, já sabe: lá fica atolado.
Se, pelas molas, é bater no fundo e ter o impulso para se reerguer!
Enfim, é o livre arbítrio!
Cada um sabe o que é melhor para si!
Confesso que os meus poços sempre tiveram molas...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O contrário do amor

  
Martha Medeiros

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.